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MISTÉRIOS DE UM COPO DE CRISTAL

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copo_cristal

Sobre os bordos de um copo de cristal, de pé, disponham-se em cruz de braços iguais duas tiras de papel, com as extremidades dobradas para baixo a fim de evitar que se desloquem facilmente.

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Se com o dedo húmido esfregarmos a superfície exterior do copo, como se costuma fazer quando se quer tirar sons do cristal, observaremos um fenómeno curioso: o cristal produzirá um som mais ou menos parecido com o habitual, mas se a parte esfregada pelo dedo for entre os dois braços da cruz de papel, esta começará a girar até que uma das tiras fique pela parte superior do ponto esfregado. Chegado a um dos braços, a cruz parará no seu movimento. Se esfregarmos o copo por baixo de uma das tiras, a cruz não se moverá. E se, começando a esfregar o copo entre duas tiras, formos andando com o dedo no mesmo sentido do movimento da cruz, podermos fazer descrever a esta uma circunferência completa.

“Mysterios d’um copo de crystal” in Cosmos, Revista Magazine Popular Ilustrada, vol. VIII, 1907, pp. 50-51, BNP.